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20 de agosto de 2017

[Resenha] Meus dias com você - Clare Swatman
agosto 20, 20170 Comentários

Olá pessoas!

Hoje trago a vocês a resenha do romance Meus dias com você, da autora Clare Swatman, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. Venha conferir a resenha de um livro que vai te causar diferentes emoções e te levar do riso às lágrimas.



Aqui somos introduzidos a Zoe e Ed, um casal com o casamento em crise, que vivem constantemente num clima de tensão, principalmente por estarem passando por muitos problemas relacionados à tentativa de ter um bebê. Numa manhã como qualquer outra o casal tem um discussão sobre algo fútil e vão cada um para o próprio trabalho meio brigados.

O que Zoe não esperava é que seu marido Ed acaba se envolvendo em um acidente ano caminho e morrendo. Totalmente desamparada e infeliz, Zoe se arrepende de não ter demonstrado seus verdadeiros sentimentos ao marido, ou sequer se despedido dele da maneira apropriada.




Dois meses depois, ainda arrasada, sem conseguir tocar sua vida, Zoe está cuidando do jardim do falecido marido e acaba caindo e desmaiando. Para sua surpresa, no entanto, Zoe acaba acordando em 1993, com 18 anos, no dia em que viu Ed pela primeira vez. Muito embasbacada com a situação e sem saber muito bem se está sonhando, delirando, ou se aquilo de fato está acontecendo, a moça passa a reviver momentos importantes de sua relação com o marido, percebendo a possibilidade de fazer as coisas de forma diferente, tentando salvar seu casamento ou até mesmo a vida de seu amado.

A narração da Clare é em primeira pessoa, o que nos faz sentir dentro da pele da personagem principal. As descrições minuciosas da autora são bem interessantes desse ponto de vista, pois é como se conseguíssemos acompanhar as sensações da Zoe, como quando ela volta ao seu corpo de 18 anos pela primeira vez, vinte anos no passado. Por outro lado, o desenvolvimento dessa personagem acaba sendo muito mais explorado do que o das outras personagens, mas não prejudica o retrato de Ed por exemplo, apesar de acabar produzindo um olhar bastante idealizado. Talvez se tivéssemos conhecido o Ed da forma que a personagem o conhece da primeira vez isto seria diferente, pois ao reviver esses dias fatídicos da sua vida, Zoe está num movimento de consertar as coisas e valorizar aquilo que perdeu.

Como eu já sinalizei, a escrita da Clare é bem bacana, bem fluída, deu pra ler o livro relativamente rápido, mais ou menos uma semana e meia, considerando que ele tem 280 páginas. Não foi a leitura mais rápida do mundo, mas foi tranquilo e agradável. A edição está bem feita, encontrei apenas um errinho em uma palavra, e tem uma hora que a autora/revisores erram o cálculo da idade da Zoe, mas nada demais, de modo geral o resultado final é bem satisfatório. As páginas são amareladas e a letra é de um tamanho médio, o que é ótimo pois a leitura não incomoda os olhos.



A história te faz rir às vezes e chorar às vezes (se você for uma pessoa mais sensível, como eu), mas ela peca um pouco ao ser repetitiva em alguns momentos, especialmente quando a autora descreve as reminiscências da personagem resumidamente e logo em seguida ela revive o momento, mudando poucos detalhes, ou ao final dos dias revividos, quando a personagem descreve os mesmos desejos ou os mesmos sentimentos ao rever o marido, de novo e de novo. Em função disso eu às vezes ficava com preguicinha de continuar a leitura, diferente do livro que resenhei semana passada (A Grande Ilusão) que não dá vontade de largar hora nenhuma.

Mas de modo geral a leitura ainda vale bastante a pena, especialmente se você é fã desse gênero  mais romance/drama/comédia. Não é muito o tipo de livro que costumo ler, embora já tenha lido outros mais ou menos na mesma linha, ainda assim eu gostei, não amei, mas foi algo divertido e fiquei até comovida em alguns momentos (embora eu seja facilmente comovida).

Então fica aí a recomendação, com algumas ressalvas, e caso tenham lido ou venham a ler, vocês me contam o que acharam depois nos comentários.


Avaliação 3,5/5

Resultado de imagem para meus dias com voce

Título: Meus dias com você
Autora: Clare Swatman
Número de páginas: 280
Editora: Editora Arqueiro
Ano: 2017



31 de julho de 2017

[Resenha] Borborema - Letícia Godoy
julho 31, 2017 2 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Hoje trago a resenha do livro Borborema, um livro de romance da autora Letícia Godoy. Não é o primeiro livro que leio da autora, mas fui pega de surpresa. Seu primeiro livro, Deixe-me entrar, não chega nem aos pés deste. Borborema consegue mesclar romance, drama e uma pitada de Thriller em um livro só sem se deixar cair na mesmice ou se tornar confuso.

Saiba um pouco mais!


Em Borborema somos levados a vida de Annabel Magalhães, uma advogada fria e que se deixa levar pela razão, pois seus sentimentos uma vez a levaram a vergonha e humilhação perante toda sua família - fato que a fez nunca mais voltar a vê-los. Mas o que aconteceu é pesado demais, triste demais e isso pesa em sua alma impossibilitando-a de amar e ser feliz. No entanto, sua visão de nunca mais ver sua família muda completamente quando ela recebe uma ligação dizendo que seu pai está morrendo e ela precisa ir para Borborema - a fazenda e antiga casa dela e sua família, assim, depois de dezesseis anos ela se vê ali e uma torrente de emoções mergulha em seu ser.

Sua volta é totalmente diferente do que ela esperava, Annabel achava que encontraria pessoas com a boca espumando de ódio, mas a única que lhe dá alfinetadas é sua irmã Diana que parece ainda nutrir raiva dela. Nossa protagonista tem vários irmãos, sendo eles: Henrique, Pedro, Marcela e Diana, sendo que Annabel é a mais velha e o Henrique o mais novo - e mais safado, leiam o livro, vocês vão entender.

Borborema não é mais a mesma fazenda próspera que Annabel conheceu na infância, na verdade, está bem mal cuidada e quase falida devido as dívidas enormes do seu pai, e tudo só piora com sua doença, pois com sua morte o rico fazendeiro Gregório de Azevedo poderia vir cobrar os empréstimos milionários que fez ao seu pai e para pagar eles teriam que vender a fazenda - algo que é impensável para eles.

Ali ela se depara com Lisandro, um peão charmoso que logo conquista seu coração, mas ela não quer se deixar levar e repetir seu mesmo erro do passado. E nesta história toda temos Ricardo, um antigo amigo de Annabel e filho de Gregório de Azevedo, mas que a amava e ainda ama. Sua participação no início do livro é baixa, mas aos poucos ele vai ganhando seu espacinho e o coração das leitoras. Confesso que fiquei muito dividida entre Lisandro e Ricardo, mas a autora conseguiu conduzir as coisas de forma natural fazendo com que tudo se encaixasse perfeitamente bem.


O livro tem um tom mais adulto em alguns momentos o que me levou a delirar ainda mais, já que eu amo livros adultos, pois acho eles mais sérios e menos bobos - como aconteceu com Deixe-me entrar, o enredo era muito adolescente e bobinho para mim, mas a Letícia conseguiu se superar de todas as maneiras com esse livro. Desculpem, mas não sou de poupar elogios quando leio um bom livro e Borborema com toda certeza é um bom livro. Bom não, ótimo! Houve vários momentos que me emocionei com Annabel e senti a sua fúria como se aquilo estivesse acontecendo comigo, além de admirar sua personalidade forte. Confesso que alguns momentos eu não conseguiria ser firme igual ela foi em algumas decisões.

Os personagens foram muito bem construídos e apesar de serem muitos cada um tem sua peculiaridade, seus pecados e determinações, isso os tornou mais humanos.

Tecnicamente, sem dar spoilers, o livro gira em torno de Annabel tentando salvar Borborema mesmo que eles estejam praticamente falidos, mas algo envolvendo jogos de azar... um acidente...  assassinatos... bom, deixa as coisas bem mais interessantes, não? ;D


A diagramação do livro é belíssima e casa perfeitamente com o toque simples, mas encantador do livro. Se posso dizer que algo me incomodou no livro foi a choradeira de Annabel, mas para um alma que ficou por tanto tempo perturbada é normal se descontrolar assim, ainda mais vivendo momentos tão tensos. E quando digo, tensos, eles realmente são tensos, aconteceu cada coisa com ela que fiquei boquiaberta!

A capa é linda e acho que pode resumir Annabel chegando em Borborema. Ficou tudo muito perfeito! O livro é único e tem 344 páginas que você irá devorar em um instante se bobear.


Avaliação:
5/5 (favorito)


Título: Borborema
Autora: Letícia Godoy
Editora: Arwen
Número de páginas: 344
Livro único



16 de julho de 2017

[Resenha] A Garota do Calendário: Fevereiro - Audrey Carlan
julho 16, 2017 4 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Desculpa pelo sumiço, mas a vida anda meio corrida, ainda mais agora que estou fazendo TCC, mas como estou de "férias" - sim, entre aspas porque em pleno TCC você não tem férias - eu vou tentar trazer mais resenhas para vocês. E hoje é a vez do segundo livro da série Garota do Calendário que foi publicado pela Editora Verus, a série conta com 12 volumes , de janeiro à dezembro, e o primeiro livro eu já fiz resenha. Confira aqui.

Confesso que o primeiro livro me fisgou, não foi as mil maravilhas, mas eu até tinha gostado do começo da série e tinha me empenhado em ler os doze volumes, mas essa minha vontade morreu junto com esse livro. Fevereiro simplesmente não desceu e não é porque eu me "apaixonei" pelo mocinho do primeiro livro, mas é que não rolou, não foi bom e eu vou explicar tudo certinho no decorrer da resenha, não vai embora ainda!



HISTÓRIA

A Garota do Calendário é uma série onde a cada livro a protagonista, Mia Saunders, estará com um cliente diferente para pagar uma dívida de seu pai. Ela ganha muito dinheiro para ser acompanhante de luxo e caso ela fique nua ou faça sexo com o cliente, este obrigatoriamente tem que lhe pagar uma taxa a mais que vai para ela - isso tudo está no contrato, Mia e os clientes ficam a par disso desde o começo. Lembre-se dessa informação, ela será útil um pouco mais a frente.


O cliente da vez é um artista francês Alec Dubois que a contrata para ser sua musa, logo quando vão se encontrar acontece um acidente e Mia acaba torcendo o pé, mas isso não prejudica o seu trabalho, aliás, só faz com que o francês delicioso tenha que carregá-la para todos os lugares, pois o nosso artista é muito musculoso.

Ao que parece cada livro trará uma lição para Mia, e a lição da vez é amar a si próprio, e Alec tenta mudar a visão de Mia através dos quadros que ele faz dela para sua nova exposição.

Basicamente a história é essa: sexo, fotos e brigas bobas.


PERSONAGENS

Mia, bem a Mia continua sendo ela mesma, decidida, mas com os pensamentos um pouco para baixo devido a tudo o que já ocorreu na sua vida. E ela percebe em um dos quadros de Alec que durante esses doze meses sua vida se resumirá na seguinte legenda: nada de amor para mim. Neste livro ela se sente mal em se deitar com Alec pois pensa que está traindo Wes - o cliente do primeiro mês, o que é muito irritante, já que ela sabe muito bem que todos são clientes, mas ao que parece ela ama mesmo o Wes e mesmo ficando com os outros clientes ela não irá deixar de amá-lo, então, ela decide superar este sentimento de "traição" e deixar rolar.

Alec Dubois... o que dizer desse francês além de que ele é um workaholic? Além disso, ele é carinhoso e gosta de "fazer amor", pois de acordo com ele os franceses não fazem sexo e sim amor. Só que o fato de ele dizer oui e ma jolie o tempo todo torna os diálogos simplesmente insuportáveis. Imagine só que você está conversando com alguém e a toda frase ele começa com oui e termina com ma jolie, eu estava quase tacando o livro pela janela pois não conseguia mais ler essas palavras.


Sobre o casal... eles não tem química, sério. Em momento algum consegui ficar empolgada com a situação deles e a única coisa que conseguia pensar era "que tédio". É tudo muito mecânico e teve um momento que eu queria dar na cara da Mia. Ela ficou sabendo que Wes e o Alec a tinham pagado pelo sexo - coisa que estava no contrato, e ela começou a brigar com eles como se eles a tivessem chamando de puta e que ela em momento algum cobrou isso deles, ai Alec teve que lembrá-la que aquilo estava no contrato e ele apenas estava cumprindo a sua parte naquilo. Foi uma cena totalmente desnecessária... sério...


CONCLUSÃO

Fiquei um bom tempo pensando no que mais eu poderia falar, mas me lembrei que o livro não é muito complexo no quesito história, já que cada livro é um cliente e todos são muito curtos, sendo que Fevereiro tem apenas 130 páginas, e olha que ainda demorei um pouco para ler pois não gostei de forma alguma deste livro.

Fui em grupos perguntar se essa impressão era só comigo, mas o pessoal falou que este era o pior livro e que os outros eram melhores, mas como o primeiro não foi as mil maravilhas e este aqui foi tedioso, eu não acho que vou terminar de ler a série. Não me cativou, não tem história complexa e nem as cenas de sexo - que deveriam ser bem desenvolvidas já que se trata de um livro erótico onde toda a história é em torno disso - não foi bom, o casal não tem química, enfim, não rolou.


Sobre a diagramação e revisão eu não tenho muito o que falar, infelizmente os livros dessa série não são muito bem trabalhados na diagramação e são bem simples, sobre a revisão não encontrei nenhum erro.

Por favor, não taquem pedras em mim. Essa é a minha opinião sobre este livro e tem gente que gosta e tem gente, como eu, que não gosta. Espero ter esclarecido todos os pontos que não gostei - que foi o livro todo praticamente rsrs.


Avaliação:
1/5


Título: A Garota do Calendário - Fevereiro
Autora: Audrey Carlan
Editora: Verus
Volume: 02/12
Número de páginas: 130

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11 de junho de 2017

[Primeiras Impressões] Pátria Chamada Amor - Marcia Rubim
junho 11, 2017 6 Comentários





Oi gente (: 
Hoje estou aqui para falar as minhas primeiras impressões do romance Pátria Chamada Amor da autora Marcia Rubim. Vamos conferir!


Bom, quando eu recebi a proposta de fazer a leitura dos primeiros cinco capítulos desse livro eu confesso que eu não estava lá muito animada para ler. No meio do turbilhão de coisas que eu estava fazendo, eu na verdade pensei em desistir antes mesmo de começar. Mas fico feliz de não ter feito isso.

Eu comecei a ler sem muita expectativa, só ia dar uma olhada nas primeiras páginas. E quando dei por mim tinha terminado os primeiros cinco capítulos que eu tinha e fiquei chateada por ter acabado. A história é simples, por enquanto. Temos um prólogo com poucos detalhes sobre alguém em uma missão no Haiti. Logo em seguida, no primeiro capítulo, há um corte de cena e voltamos dois anos no passado, com o personagem Christiano, um militar, que é obrigado por seus amigos a ir em uma balada no Rio. Lá ele conhece Nina, uma moça intrigante que ele tinha visto de soslaio mais cedo enquanto dirigia num engarrafamento na cidade.

As coisas começam a ficar estranhas, pois o cara fica muito afetado por ela, muito rápido, o que o leva a fazer coisas que ele normalmente não faria, tipo perseguir a garota por ai. Mas ele acaba confundindo ela com uma prostituta e saindo muito mal na fita. Tentando fazer as pazes, ele vai atrás de Nina, no lugar onde a havia visto antes na rua. De alguma forma, apesar das trapalhadas desse sujeito, que, diga-se de passagem, são muitas, a Nina fica interessada nele, pois no fundo o cara está se esforçando para demonstrar que gosta dela. 

Nesses cinco capítulos, acompanhamos as idas e vindas iniciais do relacionamento dos dois, ou melhor, as mancadas do Christiano e as tentativas dele de consertá-las. Em meio a isso tudo, conhecemos mais sobre a personagem de Nina, mas há algo errado com ela. Ela esconde algo, do nada deixando de responder mensagens e não querendo encontrar o capitão. Ela vive chorando e sabemos que tem algum problema em relação a família e estamos prestes a descobrir alguma coisa quando BAAM, acaba o quinto capítulo. 

Eu fiquei muito ansiosa para saber o que vem a seguir, apesar de eu ter minhas suspeitas. A autora cria um suspense interessante em relação aos segredos de Nina, o que te prende a atenção. Além disso, a escrita dela de forma geral é envolvente, com uma descrição bacana e simples dos personagens, sem ser superficial, sendo que temos um retrato claro de quem são nossos protagonistas logo nas primeiras páginas. O recurso da narrativa em primeira pessoa tanto para Nina, quanto para Christiano, revezando a cada capítulo, ajuda na construção do enredo e da personalidade deles nesse sentido.

Eu particularmente não gosto do Christiano, do personagem em si, acho ele pouco atraente e meio machista, mas me parece que essa caracterização é o objetivo da autora, e, portanto, muito bem feita, e tenho a expectativa de que isso vá servir de substrato para alguma transformação do personagem ao longo da história.  

A diagramação também é simples, mas bonita, e não encontrei nenhum erro de redação ao longo do texto. Acho que o estilo tanto do acabamento gráfico quanto da narrativa confluem de forma harmoniosa para a construção da obra, produzindo um exemplar que vale a pena ser lido. Aqui no blog somos grandes apoiadores da literatura nacional, e acho que a empreitada da Marcia é uma leitura que deve estar na sua agenda!

Avaliação


Pátria Chamada Amor


Autora: Marcia Rubim
Número de Páginas: 627
Ano: 2017

3 de junho de 2017

[Resenha] Nove regras a ignorar antes de se apaixonar - Sarah MacLean
junho 03, 2017 15 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Quem nos acompanha sabe que agora o blog é parceiro da editora Arqueiro e como primeira solicitação decidi pegar o primeiro livro da trilogia Os Números do Amor, desta forma, hoje trago à vocês a resenha do livro Nove regras a ignorar antes de se apaixonar.


O livro é um romance de época muito quente, sendo assim, crianças, este livro não é para vocês. A história se passa em Londres em 1823. No prólogo, a história se passa dez anos antes e mostra Lady Calpúrnia Hartwell totalmente arrasada por sua primeira temporada como debutante ter sido um fracasso, ela acabou de debutar, mas não foi o centro das atenções como deveria ser e passou mais tempo sentada do que dançando. Sendo assim, ela resolve ir para fora a fim de querer esquecer tudo, no entanto, para a sua infelicidade alguém aparece.

O que está ruim fica ainda pior quando ela percebe que ali está o marquês de Ralston, o homem mais cobiçado de Londres, mas também um notório libertino. Para a sua surpresa eles tem uma conversa um tanto quanto engraçada quando Callie - que é o apelido de Calpúrnia, se compara à um damasco e ele concorda que seu vestido não é interessante. Infelizmente a mãe de Callie tem um gosto péssimo e isso faz com que ela esteja sempre em vestido que a torna desastrosamente feia e esquisita.


Ela acaba se rendendo aos charmes dele quando o mesma a chama de Imperatriz, afinal, Calpúrnia foi o nome de uma imperatriz de Roma e diz a Callie que ela deve se sentir como tal. Dando a conversa por encerrada Ralston a deixa sozinha, mas Callie que já está toda boba, caidinha e apaixonada por ele o segue, no entanto, ela encontra o marquês aos amassos com uma outra mulher. Ali ela se convence que ele apenas foi gentil porque queria a dispensar logo para ir ao encontro da amante encantadora em seus braços.

Dez anos se passam, Calpúrnia agora tem 28 anos e já é considerada uma solteirona pela sociedade. As danças não mais existem e tudo o que ela faz em bailes é ficar junto à outras solteironas da cidade. Sua irmã Mariana vai se casar e seu tormento só aumenta quando em um jantar toda a sua família é convidada e todos os parentes resolvem importuná-la por sua solteirice - afinal, sempre temos uma tia que pergunta "e os namoradinhos?", não é?


Irritada pelo ultraje das pessoas, ela vai para o escritório de seu irmão Benedick Hartwell, conde de Allendale, e o encontra lá. O mesmo não é casado e estava fazendo o mesmo que Callie, fugindo de parentes impertinentes.

No entanto, ali, em uma conversa animada com seu irmão enquanto bebe taças e taças de xerez, a sua vida muda totalmente. Benedick lhe diz para ser mais aventureira e lhe pergunta o que gostaria de fazer, se sentindo em liberdade, ela cita coisas que só um homem pode fazer e que ela também gostaria, como beber uísque. Seu irmão oferece à ela, mas no fim, Callie acaba recusando e ele disse que já era de se esperar isso dela e sai da sala. 

Totalmente sozinha e sobre efeitos do álcool e com uma coragem tirada da conversa com o irmão, Callie faz uma lista com nove coisas que gostaria de fazer.


Sentindo-se confiante, Callie vai até o seu quarto e bota o seu melhor vestido. Com uma festa rolando em sua casa ninguém percebe sua saída da casa e ela só tem um destino na cabeça: a casa do marquês de Ralston para cumprir o primeiro item da sua lista.

No entanto, ao chegar lá o desespero toma conta de seu corpo. Ela bate na porta e o mordomo lhe atende, confundindo-a como uma das amantes de seu senhor ele acaba levando-a até o quarto de Gabriel, o marquês.

Lá ele pensa que é uma de suas amantes que havia dispensado recentemente e briga com ela, irritada Callie se pronuncia mostrando que ele está totalmente errado. Surpreso, ele questiona o porque de ela estar ali e com muita insistência acaba descobrindo: ela quer um beijo seu.

Gabriel sede, mas quer um favor, que Callie ajude sua irmã bastarda a ser apresentada e aceita na alta sociedade, ela concorda e ali ela tem o seu primeiro e melhor beijo da vida. A partir desse momento Callie tem que ajudar a irmã de Gabriel, Juliana, a aprender as regras de etiqueta enquanto tenta a todo custo riscar todos os itens de sua lista.


Os capítulos são narrados em terceira pessoa e ora são narrados na visão de Callie e ora na visão de Gabriel. Aqui nós não temos o clichê do homem todo poderoso e perfeito, Gabriel é rico sim, mas tem seus defeitos como sua reputação lá em baixo por ser um libertino e seu temperamento explosivo. Callie tem uma auto-estima lá em baixo, mas sua pacata vida acaba se tornando mais animada quando ela decide arriscar sua reputação cumprindo os itens da lista.

O livro tem 384 páginas e o li todo em apenas três dias, a leitura é muito boa e os capítulos vão passando sem você nem perceber e quando se dá conta já acabou. Os próximos livros são Dez formas de fazer um coração se derreter e Onze leis a cumprir na hora de seduzir, já estou apaixonada pela série e quero todos!

A revisão está impecável assim como a diagramação, sem falar na belíssima capa. É o primeiro romance de época que leio e já posso dizer que amei! Quero todos! Callie é uma personagem cativante e torço por ela a todo momento em que ela quebra uma regra para viver mais, para desfrutar mais. Seus momentos com Gabriel são intensos e em muitos momentos me sentia até sem fôlego do quanto era quente!


Nove regras a ignorar antes de se apaixonar foge de todos os clichês que já vi, confesso, que só houve um do qual eu já temia desde o começo, mas que não era ruim, eu só previ e mesmo assim o desfecho foi bem diferente do que eu esperava, o que tornou tudo ainda melhor.

A autora escreve muito, muito bem e já virei fã! Os detalhes da época são tão palpáveis que já estava até chamando o meu gato, todo pomposo, de Milorde. Com certeza uma das melhores leituras do ano e super recomendo a todos.

Ao que me parece o próximo livro é sobre Nick, irmão gêmeo mais novo de Gabriel e por isso não possui o título de marquês, mas apesar de serem gêmeos, Nick tem uma cicatriz no rosto que várias mulheres consideram charmosas, além de ser um perfeito cavalheiro e totalmente ao contrário do irmão no quesito personalidade. Espero que em breve eu possa trazer a resenha do segundo livro.


Avaliação:
5/5 (favorito)


Nove regras a ignorar antes de se apaixonar
Autora: Sarah MacLean
Série: Os Números do Amor
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 384


*comprando com os links do Cantinho Geek você ajuda o blog a se manter e ainda aproveita o melhor preço do mercado (preço verificado no momento da postagem, sendo que este pode vir a aumentar com o tempo). 

23 de maio de 2017

[Resenha] The Kiss Of Deception - Mary E. Pearson
maio 23, 2017 38 Comentários


Olá gente, aqui é a Ana, resenhista caloura no blog!
Hoje trago para vocês um livro para relaxar no tempo livre. The Kiss of Deception é o primeiro livro das Crônicas de amor e ódio da escritora Mary E. Pearson. Primeiro detalhe fundamental e que já conta pontos para o livro é ele ser publicado pela editora DarkSide, que está ficando famosa pela excelência editorial e pelas maravilhosas capas e acabamentos gráficos. Além disso os livros deles ainda costumam vir com mimos!

Venham ver essa belezinha!



Este livro veio com um pôster e um marcador maravilhosos, sendo que o pôster tem a capa na frente e, no verso, o mapa dos reinos fictícios onde se passa a história. 



Outro detalhe importante que eu lembro a vocês é que esta história faz parte da coleção Darklove, então não espere nada de terror, apesar de ser comum do perfil da editora. Mas de resto tem quase tudo: aventura, romance, mistério, fantasia e ainda é uma história de época, o que eu adoro!
Agora, vamos ao enredo!

Aquele era o dia em que mil sonhos morreriam e um único sonho nasceria.

Essa é a frase inicial do livro. A partir disso, somos apresentados a um novo mundo, com uma cultura cuidadosamente desenhada pela autora, que inclui desde mitos de criação e profecias a costumes e tradições dos povos dos diferentes reinos. Nossa personagem principal é Lia, a Primeira Filha do Reino de Morrighan e já de início somos introduzidos ao conflito da narrativa, que é o motor de toda a história daí em diante. Lia está sendo obrigada a se casar com um príncipe que nunca viu na vida, para satisfazer a vontade de seu pai, que pretende usar o casamento como uma aliança política com o reino de Dalbreck. 


Absolutamente contra casamentos arranjados (e com muito medo do príncipe ser um sapo velho), Lia abre mão de todas as regalias da vida de realeza e, junto de sua dama de companhia Pauline, planeja uma fuga poucas horas antes do casamento. As duas viajam sozinhas por um local perigoso e levando o mínimo possível rumo a Terravin, onde Pauline tinha uma tia, dona de uma estalagem, que poderia recebê-las. 

Só que o que Lia não sabe é que ela mexeu com o orgulho do príncipe e este também saiu em uma jornada a sua procura, logo após a notícia de sua fuga chegar a Dalbreck. 


Ao mesmo tempo, no reino de Venda, o governante Komizar descobre que princesa do reino inimigo está desprotegida, na companhia apenas de uma dama de honra. Considerando que uma aliança entre os reinos de Morrighan e Dalbreck seria extremamente prejudicial para os seus planos, ele envia um assassino para executá-la, para impedir definitivamente que esta união aconteça. Mas há algo mais...

Uma profecia diz que as primeiras filhas são herdeiras de um dom especial, uma espécie de intuição ou presságio que as permitem saber dos eventos antes que eles de fato aconteçam. Mas nem mesmo Lia acredita que tenha tal poder e o rei de Venda apenas teme que este dom amedronte o seu povo. 

Assim, dois homens chegam a Terravin e Lia não faz ideia de quem são. E, para deixar tudo mais intrigante, nós também não. Quem é o príncipe e quem é o assassino?
Corram e leiam para saber!



Para mim, a ambientação e a contextualização são os pontos fortes desse livro. Eu fiquei embasbacada com o universo construído pela autora. Os detalhes se encaixam muito bem, o que dá muito pano para a manga para as continuações (para as quais estou muito ansiosa). Além disso, a própria descrição dos cenários, incluindo os mapas, é bem interessante e serve de suporte para o enredo.

A escrita da autora é muito fluída, tanto que se você tiver um tempinho livre (e se interessar tanto quanto eu) não vai conseguir parar de ler enquanto não acabar. A história é narrada de diferentes pontos de vista, o que dá uma flexibilidade e dinamicidade para o enredo e você consegue ter acesso a aspectos que seriam ocultos se fosse um único narrador. 

A única coisa que para mim não foi tão bacana foi a construção das personagens. Não é que foi ruim – na verdade longe disso –, mas em comparação com o nível de investimento da autora no pano de fundo, eu achei que deixou um pouquinho a desejar. Os agentes principais não são muito complexos, mas ainda há certo detalhamento sobre a personalidade deles e sua história. Mas a trama dá menos subsídios para a caracterização, por exemplo, da personagem da Pauline, mesmo que ela seja uma coadjuvante muito presente ao longo do livro. Mas nada que prejudique a obra, continua muito bom!

Enfim, fica aqui a minha recomendação, acho que é uma leitura muito gostosa e muito bacana, especialmente se você gosta de uma aventura com uma pitadinha de romance. Se derem uma chance, acredito que, como eu, vocês vão gostar e ficarão ansiosos pela continuação!


Avaliação:



Título: The Kiss of Deception
Autora: Mary E. Pearson
Número de páginas: 409


20 de maio de 2017

[Resenha] Desejo Insaciável - Kresley Cole
maio 20, 2017 6 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

No vídeo de hoje eu trouxe a resenha do livro Desejo Insaciável da autora Kresley Cole. O livro foi publicado pela editora Valentina e assim que saiu já foi um sucesso de vendas. O livro realmente condiz com o seu número de vendas e é espetacular!

Venha saber um pouquinho mais sobre Desejo Insaciável.


Avaliação:


18 de maio de 2017

[Resenha] Escolhida: o lado obscuro - A.R. Porto
maio 18, 2017 16 Comentários

Olá, geeks! Como estão?
Hoje trago a resenha do livro Escolhida: O Lado Obscuro, de A.R. Porto. Espero que gostem.

O livro conta a história de Diana, uma jovem que perdeu o pai no dia de seu nascimento e que ama muito sua mãe e suas amigas, Lise e Isa, sendo as três praticamente irmãs. Desde adolescente, ela vem administrando o restaurante de sua família em uma pequena cidade, com a ajuda dos empregados (que considera mais amigos do que empregados) para manter tudo no lugar, porém, um dia ela conhece um rapaz chamado Uriel e sua vida muda para sempre.

Uriel é um jovem bonito, educado e muito simpático que começa a ter uma amizade com Diana rapidamente, mas sofre um pouco com a chegada de um antigo conhecido na cidade, Lucio, um bad boy nada confiável, que mostra ter um grande interesse em Diana. A partir daí, os garotos entram em um grande conflitos e, apesar de mostrar se conhecerem há bastante tempo, passam a maior parte do tempo brigando.


A garota feliz, mas, ao mesmo tempo, estranhando ter a atenção de dois garotos bonitos rapidamente sendo que, na maioria das vezes, era praticamente invisível, começa a despertar sentimentos em relação a Lucio, apesar do seu péssimo temperamento e dos avisos de Uriel. Só que ela nem imagina o risco que está correndo ao não escutar os conselhos do amigo e isso é só o que começo de um grande problema.


Como se isso não bastasse para deixar a nossa protagonista confusa, temos mais alguns fatos importantes: Uriel é seu anjo guardião, cuidando de Diana desde que ela era pequena e Lucio, um demônio que foi escolhido para mata-la, mas o inesperado acontece: eles se apaixonam. Apesar de parecer que o problema termina aí, uma grande guerra é iniciada entre anjos e demônios e seres malignos começam a ser enviados para mata-la, assim como Lucio, sem contar que Diana passa a receber poderes de todos os seres do mundo sobrenatural quando estes morrem.

Seriam eles capazes de conter uma guerra iminente?


O livro tem personagens incríveis, todos com uma personalidade notável.

Diana é uma garota forte, que preza muito suas amizades e tem um amor enorme por sua mãe. A protagonista sofre bastante com as piadinhas de uma inimiga de infância, porém, não liga para isso e dá a volta por cima, o que achei muito legal já que em vários livros, personagens que sofrem coisas do tipo ficam como coitados, mas ela não é assim. É uma jovem que trabalha desde cedo administrando seu restaurante e que vai atrás do que quer.


Uriel é um ótimo amigo, sempre calmo e disposto a ajudar a toda hora nossa protagonista. Gostei bastante da personalidade dele e, apesar de eu começar shippando os dois, vi que o sentimento de ambos é mais "família", como irmãos... apesar da Diana descrever ele como lindo, maravilhoso, tudo de bom, hahaha.

Lucio é um personagem meio irritante, mas confesso que fui me apegando à ele. Ele tem personalidade forte, é rude, desbocado e tudo o mais, porém, é impossível não gostar.

Também temos Isa e Lisa, as melhores amigas de Diana. Apesar de elas quererem mostrar seu apoio a amiga, achei um pouco chata a maneira como praticamente viviam na casa dela, talvez isso se deva ao fato de serem vizinhas também. Bom, mas acho que isso tem mais a ver com a minha personalidade. Se eu tivesse amigas que vivessem grudadas em mim assim, eu teria enlouquecido, hahaha (que amiga, hein?). Confesso que na maior parte do tempo prefiro ficar sozinha.

A escrita é boa, não há muita descrição, porém, algumas partes ficaram meio corridas. Nada que atrapalhe a leitura, mas alguns fatos poderiam ser mais detalhados.

O livro é narrado em primeira pessoa, porém, por Diana, Uriel, Lucio, Isa e Lise.


Eu sou o tipo que odeia livros narrados por vários personagens, porém, gostei deste. Não me perdi na narração, já que no capítulo está o nome do narrador e achei bem legal, pois podemos saber direitinho o que eles pensam. Infelizmente, a edição traz alguns erros e algumas vezes o capítulo não menciona o narrador, cabendo aos leitores descobrirem quem é, mas podemos fazer isso com facilidade.

No geral, o livro me agradou e foi uma leitura bem descontraída e leve. Recomendo para quem gosta da temática anjo vs demônios

Avaliação:


Título: A Escolhida
Autora: A. R. Porto
Número de páginas: 284

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