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22 de agosto de 2017

[Resenha | HQ] A Garota do Cemitério
agosto 22, 20170 Comentários
A GAROTA DO CEMITÉRIO – LIVRO 1

Livro dos autores Christopher Golden e Charlaine Harrispublicado pela editora Valentina.


Começando pelos aspectos técnicos, gostei muito do acabamento da HQ, a diagramação ficou bem fluida também o que facilita na leitura.

Na capa acho que o único problema foi a marca da editora em preto, não sei se foi intencional que a marca ficasse não muito visível, acredito que como eles fizeram na quarta capa, ficaria melhor se fosse em branco.

Vamos lá então.

A história começa com uma garota ferida e assustada no meio de um cemitério, ela não sabe o que foi que aconteceu com ela e fica assusta e perdida inicialmente. Ao se acalmar um pouco e tentar lembrar o que ocorreu, percebe que não tem memórias do ocorrido, então imagina que alguém a deixou para morrer naquele local.


E agora o que ela iria fazer? Se saísse dali poderia se encontrar com aqueles que a colocaram naquele local, então ela decide ficar por lá mesmo, pelo menos por um tempo até recobrar suas memórias. O maior problema era que ela nem ao menos lembrava qual o seu nome, por fim decidiu se inspirar em um nome encontrado em uma lápide daquele local sombrio, a partir daquele momento seu nome seria “Calexa Rose Dunhill”.

Depois de alguns dias Calexa começou a ficar com fome e partiu em busca de algo para comer. No entanto, a sua única saída era roubar de vizinhos e da casa do cuidador do cemitério. Nas primeiras vezes ela até que passou despercebida, porém com a frequência que vinha roubando a vizinha, que era uma senhora bem velhinha e o cuidador, perceberam que estavam sendo roubados, porém a deixavam roubar comida como se não soubessem. Meio que cuidavam dela indiretamente.

Calexa tinha um dom especial, conseguia ver as almas partindo para o além, nos dias de enterros, quando os seus familiares iam se despedir.

Porém em uma certa noite aconteceu algo diferente, uma turma entra no cemitério e faz um culto satânico para tentar trazer um falecido jovem de volta, porém para isso eles tem que pagar um preço muito alto... O que eu não posso dizer aqui, porque seria spoiler.


Após esse culto acontecem coisas muito estranhas, Calexa agora se vê em uma posição bem complicada, e resolve sair para esfriar um pouco a cabeça. Indo até uma lanchonete nas proximidades do cemitério ela acabou se encontrando com alguns rapazes que a tentaram intimidar, porém Calexaconseguiu sair sem grandes problemas.

A galera do culto satânico volta ao cemitério já que ficaram sabendo que ficaram rastros das suas atividades ilegais que ali fizeram, e acabaram por encontrar Calexa que tinha achado uma grande prova contra o grupo.

Eles a perseguem, porém Calexa por pouco consegue fugir novamente, agora mais do que nunca ela precisava ficar escondida, se a pegassem com certeza ela não iria escapar como da primeira vez que ali acordou.


Não posso falar mais se não dou spoiler do final da história. Minha opinião como leitor é que a história tem um grande potencial, acho que o final não ficou fechado, então espero a continuação para que possa dar uma opinião mais sólida da vida de Calexa Rose Dunhill e descobrir quem é ela de verdade e o que fez para parar ali.



Espero que tenham gostado da resenha, se já leram e tiveram uma percepção diferente, por favor, deixe aqui nos comentários sua opinião porque ela é bem válida para nossa equipe.

Vejo vocês na próxima.

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O preço foi verificado no momento em que foi feita a postagem, sendo que este pode vir a ser alterado. Comprando com os links do Cantinho Geek você ajuda o blog!

20 de agosto de 2017

[Resenha] Meus dias com você - Clare Swatman
agosto 20, 20170 Comentários

Olá pessoas!

Hoje trago a vocês a resenha do romance Meus dias com você, da autora Clare Swatman, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. Venha conferir a resenha de um livro que vai te causar diferentes emoções e te levar do riso às lágrimas.



Aqui somos introduzidos a Zoe e Ed, um casal com o casamento em crise, que vivem constantemente num clima de tensão, principalmente por estarem passando por muitos problemas relacionados à tentativa de ter um bebê. Numa manhã como qualquer outra o casal tem um discussão sobre algo fútil e vão cada um para o próprio trabalho meio brigados.

O que Zoe não esperava é que seu marido Ed acaba se envolvendo em um acidente ano caminho e morrendo. Totalmente desamparada e infeliz, Zoe se arrepende de não ter demonstrado seus verdadeiros sentimentos ao marido, ou sequer se despedido dele da maneira apropriada.




Dois meses depois, ainda arrasada, sem conseguir tocar sua vida, Zoe está cuidando do jardim do falecido marido e acaba caindo e desmaiando. Para sua surpresa, no entanto, Zoe acaba acordando em 1993, com 18 anos, no dia em que viu Ed pela primeira vez. Muito embasbacada com a situação e sem saber muito bem se está sonhando, delirando, ou se aquilo de fato está acontecendo, a moça passa a reviver momentos importantes de sua relação com o marido, percebendo a possibilidade de fazer as coisas de forma diferente, tentando salvar seu casamento ou até mesmo a vida de seu amado.

A narração da Clare é em primeira pessoa, o que nos faz sentir dentro da pele da personagem principal. As descrições minuciosas da autora são bem interessantes desse ponto de vista, pois é como se conseguíssemos acompanhar as sensações da Zoe, como quando ela volta ao seu corpo de 18 anos pela primeira vez, vinte anos no passado. Por outro lado, o desenvolvimento dessa personagem acaba sendo muito mais explorado do que o das outras personagens, mas não prejudica o retrato de Ed por exemplo, apesar de acabar produzindo um olhar bastante idealizado. Talvez se tivéssemos conhecido o Ed da forma que a personagem o conhece da primeira vez isto seria diferente, pois ao reviver esses dias fatídicos da sua vida, Zoe está num movimento de consertar as coisas e valorizar aquilo que perdeu.

Como eu já sinalizei, a escrita da Clare é bem bacana, bem fluída, deu pra ler o livro relativamente rápido, mais ou menos uma semana e meia, considerando que ele tem 280 páginas. Não foi a leitura mais rápida do mundo, mas foi tranquilo e agradável. A edição está bem feita, encontrei apenas um errinho em uma palavra, e tem uma hora que a autora/revisores erram o cálculo da idade da Zoe, mas nada demais, de modo geral o resultado final é bem satisfatório. As páginas são amareladas e a letra é de um tamanho médio, o que é ótimo pois a leitura não incomoda os olhos.



A história te faz rir às vezes e chorar às vezes (se você for uma pessoa mais sensível, como eu), mas ela peca um pouco ao ser repetitiva em alguns momentos, especialmente quando a autora descreve as reminiscências da personagem resumidamente e logo em seguida ela revive o momento, mudando poucos detalhes, ou ao final dos dias revividos, quando a personagem descreve os mesmos desejos ou os mesmos sentimentos ao rever o marido, de novo e de novo. Em função disso eu às vezes ficava com preguicinha de continuar a leitura, diferente do livro que resenhei semana passada (A Grande Ilusão) que não dá vontade de largar hora nenhuma.

Mas de modo geral a leitura ainda vale bastante a pena, especialmente se você é fã desse gênero  mais romance/drama/comédia. Não é muito o tipo de livro que costumo ler, embora já tenha lido outros mais ou menos na mesma linha, ainda assim eu gostei, não amei, mas foi algo divertido e fiquei até comovida em alguns momentos (embora eu seja facilmente comovida).

Então fica aí a recomendação, com algumas ressalvas, e caso tenham lido ou venham a ler, vocês me contam o que acharam depois nos comentários.


Avaliação 3,5/5

Resultado de imagem para meus dias com voce

Título: Meus dias com você
Autora: Clare Swatman
Número de páginas: 280
Editora: Editora Arqueiro
Ano: 2017



16 de agosto de 2017

[Resenha] Phronus: A Canção da Ruína dos Mundos- Lucas Nangi
agosto 16, 20170 Comentários

Olá, geeks! Como estão?
Hoje trago a resenha de um dos melhores livros de fantasia medieval que já li: Phronus- A Canção da Ruína dos Mundos.



O livro é divido em 4 partes, cada uma falando sobre uma geração da família.


Na primeira parte temos o rei Magnus I ou simplesmente Phronus Celestial, que passa a ser conhecido por conta da batalha entre seu exército e o de Dusthar, um terrível demônio, que possui grandes poderes e quer dominar o mundo. Magnus I acaba ganhando e prende sua grande inimiga com exito, assim estabelecendo a paz em seu reino mas, pouco tempo depois, ele nota que não tem herdeiros e precisa mudar isso, o que o faz aparecer com dois bebês meses depois: Algol e Altair. Obviamente, o povo fica sem entender já que seu rei não tem uma esposa, mas aceitam seus filhos rapidamente. 



Quando seu pai parte, Algol torna-se rei, mudando seu nome para Magnus II, e Altair decide que trabalhará pelo bem do reino, um viajante em busca de forças obscuras que possam abalar a paz de Talar. Não muito tempo depois, os irmãos descobrem que Dushtar está de volta e com um exército poderoso, o que os faz contar com a ajuda de outros povos, inclusive os Morthus, que sempre se mantiveram neutros ao que acontecia nos outros reinos. 

Ao fim da batalha temos grandes perdas e não muitos ganhos, já que Dushtar praticamente vence a batalha, mas Altair e Magnus II se casam e tem filhos, tendo uma vida plena e cheia de felicidade. Na segunda parte do livros podemos conhecer melhor os herdeiros, que são: Paska e Bento, filhos de Altar e Arthoron e Orion, filhos de Magnus II. Aqui, podemos notar personalidades bem diferentes dos personagens anteriores, tendo até mesmo certas rixas, porém, tudo piora quando Dushtar passa a seguir os passos dos herdeiros. Seriam eles capazes de finalmente acabar a guerra que dura tantos anos?


Bem, como vocês notaram não falei nada sobre a terceira e quarta parte, mas há um motivo: alguns acontecimentos na segunda geração levarão a fatos decisivos, que serão muito importantes na trama (tanto que a segunda parte se chama traição e revelação).



Sabe aquele livro que você acha que vai ser bom, mas acaba sendo extraordinário? É o caso desse livro! O autor criou um mundo rico em detalhes, personagens marcantes e uma história envolvente. Confesso que fiquei com um pé atrás ao saber que o livro tem mais de 600 páginas, achei que seria uma leitura cansativa, mas muito pelo contrário. 

A escrita é em terceira pessoa, sendo uma surpresa o fato de eu ter gostado já que nunca gostei de livros com esse tipo de narração. Também há uma boa descrição das cenas e fatos, facilitando a leitura, mas nada cansativo.

Não há muito o que falar dos personagens, já que são muitos, mas os que mais gostei foram Altair e Phronus II, devido às suas personalidades.

Em relação à diagramação do livro, é simples; a fonte é agradável aos olhos e no final podemos contar com um mapa, que achei bem bacana para podermos nos localizar.





Outra coisa que gostei bastante foi a criação de Talar, que se deve à cinco aves. Deixo aqui para vocês um trecho:

_ Diz a lenda que as cinco aves sagradas foram as construtoras de Talar. elétrus, Kiano, Niix, Kuartus e Feity.

_ Luz, Trevas, Vida e Morte.- murmurou Azoh. - Mas nunca entendi o significado desta última.

_ Fortuna. - Respondeu Altair. - Foi isto que meu pai me ensinou. Feity está relacionado à sorte, harmonia e equilíbrio. Mas também pode ser criadora do caos e da discórdia.


Enfim, foi uma leitura incrivelmente agradável, acabou entrando pros meus favoritos. Recomendo muito para quem curte fantasia.

Avaliação
(favorito)

Título: Phronus: A Canção da Ruína dos Mundos
Autor: Lucas Nangi
Número de páginas: 692
Ano: 2016

2 de agosto de 2017

[Resenha] A Grande Ilusão – Harlan Coben
agosto 02, 20170 Comentários






E aí, geeks?

Eu estive sumida por um tempo, final de semestre tava meio impossível de ler ou escrever qualquer coisa que não fosse da faculdade, mas agora vai dar para colocar as coisas em dia. Hoje trago a resenha do livro A Grande Ilusão, do autor Harlan Coben, e-book recebido em parceria com a Editora Arqueiro.


Para quem já conhece o Coben, sabe que os livros dele em geral fazem parte do gênero “mistério” geralmente envolvendo um crime ou uma morte suspeita que é desenrolada ao longo da história. Desta vez, não é diferente, mas o livro traz uma trama bacana, com uma pegada interessante, que eu gostei bastante, embora eu só tenha lido o “Não conte a ninguém”, do mesmo autor (a qualquer momento terá resenha dele aqui no blog).

Então, talvez, se ele sempre repetir essa mesma receita, algumas pessoas que já tenham lido mais livros do Harlan podem achar este um pouco repetitivo. Mas enfim, vamos a sinopse:

No ínicio da história já nos damos de cara com um enterro, o que deixa tudo mais intrigante. John e Maya foram atacados por três bandidos, John foi baleado, mas nada sério aconteceu com Maya. Viúva com uma filha pequena, poderíamos pensar que Maya estaria totalmente indefesa, mas felizmente ela é uma militar afastada, e está armada até os dentes (kkkk). Além disso, ainda tem um amigo militar para ajudá-la.



Logo após o enterro, Maya ganha de uma amiga um porta-retratos digital que contém uma camêra, para que ela possa observar sua filha com a babá da família do marido enquanto trabalha (ou faz outras coisas). Tudo indo bem, a babá parece até boa demais, sempre sorrido como se soubesse que está sendo observada. Até que...

Num dia normal de verificação da câmera oculta, Maya vê seu falecido marido pegar sua filha no colo no sofá e brincar com ela. Começando a ter um pequeno surto, Maya começa a avaliar as possibilidades e investigar mais a fundo o que pode ter acontecido. Será que seu marido não morreu? Como, se ela também estava lá a ouviu os disparos? Onde ele está?

Quanto mais a história avança, mais nos percebemos emaranhados nos segredos da família rica de John, sem saber em quem acreditar.

O enredo é bem convincente, os detalhes se encaixam e o autor não deixa pontas soltas. Algumas situações que são descritas parecem um pouco confusas de início, mas tudo passa gradualmente a fazer sentido. Eu devorei esse livro muito rápido, segundo o aplicativo da Kobo (que é muito bom), eu levei 7,7 horas para lê-lo, durante uns 3 dias, ou seja, rapidão.

Eu pelo menos não conseguia largar, a não ser para questões de sobrevivência, tipo alimentação e sono. A Maya é uma personagem incrivelmente bem desenvolvida e você entende os passos dela, os problemas, as crises, tudo faz sentido com sua história e sua personalidade. Ela também é meio xeróque rolmis, pra quem gosta do estilo, o que eu acho bem bacana.

O fato do narrador ser em terceira pessoa é a grande sacada da história, e é um narrador onisciente, o que nos aproxima muito da personagem principal, sabemos como ela se sente e o que ela pensa, e ao mesmo tempo nos distancia, já que não é um narrador-personagem. Isso é interessante e é essencial para a construção da história, nada faria sentido se o narrador fosse em primeira pessoa, mas você vai entender isso melhor quando você fizer a sua leitura. A edição é simples e limpa, bem consonante com a atmosfera da narrativa. Não encontrei nenhum problema na leitura, tudo nos conformes, como eu já esperava.

O livro é bem para diversão mesmo. Sem grandes reflexões existenciais é claro. Sem um grande universo construído especialmente para a história. Mas uma boa narrativa, sem dúvida. Uma boa pedida para você que está querendo uma leitura para passar tempo no fim das férias, ou para aquele momento a noite depois do jantar e do trabalho, que vai te tirar das preocupações cotidianas.

Enfim, tá recomendado, acho que vai ser uma experiência agradável para quem quiser se arriscar no meu conselho. Uma boa leitura para quem ler e espero que tenham gostado da resenha!

Avaliação
4/5


Título: A Grande Ilusão
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
Livro único

31 de julho de 2017

[Resenha] Borborema - Letícia Godoy
julho 31, 2017 2 Comentários

Olá geeks, tudo bem com vocês?

Hoje trago a resenha do livro Borborema, um livro de romance da autora Letícia Godoy. Não é o primeiro livro que leio da autora, mas fui pega de surpresa. Seu primeiro livro, Deixe-me entrar, não chega nem aos pés deste. Borborema consegue mesclar romance, drama e uma pitada de Thriller em um livro só sem se deixar cair na mesmice ou se tornar confuso.

Saiba um pouco mais!


Em Borborema somos levados a vida de Annabel Magalhães, uma advogada fria e que se deixa levar pela razão, pois seus sentimentos uma vez a levaram a vergonha e humilhação perante toda sua família - fato que a fez nunca mais voltar a vê-los. Mas o que aconteceu é pesado demais, triste demais e isso pesa em sua alma impossibilitando-a de amar e ser feliz. No entanto, sua visão de nunca mais ver sua família muda completamente quando ela recebe uma ligação dizendo que seu pai está morrendo e ela precisa ir para Borborema - a fazenda e antiga casa dela e sua família, assim, depois de dezesseis anos ela se vê ali e uma torrente de emoções mergulha em seu ser.

Sua volta é totalmente diferente do que ela esperava, Annabel achava que encontraria pessoas com a boca espumando de ódio, mas a única que lhe dá alfinetadas é sua irmã Diana que parece ainda nutrir raiva dela. Nossa protagonista tem vários irmãos, sendo eles: Henrique, Pedro, Marcela e Diana, sendo que Annabel é a mais velha e o Henrique o mais novo - e mais safado, leiam o livro, vocês vão entender.

Borborema não é mais a mesma fazenda próspera que Annabel conheceu na infância, na verdade, está bem mal cuidada e quase falida devido as dívidas enormes do seu pai, e tudo só piora com sua doença, pois com sua morte o rico fazendeiro Gregório de Azevedo poderia vir cobrar os empréstimos milionários que fez ao seu pai e para pagar eles teriam que vender a fazenda - algo que é impensável para eles.

Ali ela se depara com Lisandro, um peão charmoso que logo conquista seu coração, mas ela não quer se deixar levar e repetir seu mesmo erro do passado. E nesta história toda temos Ricardo, um antigo amigo de Annabel e filho de Gregório de Azevedo, mas que a amava e ainda ama. Sua participação no início do livro é baixa, mas aos poucos ele vai ganhando seu espacinho e o coração das leitoras. Confesso que fiquei muito dividida entre Lisandro e Ricardo, mas a autora conseguiu conduzir as coisas de forma natural fazendo com que tudo se encaixasse perfeitamente bem.


O livro tem um tom mais adulto em alguns momentos o que me levou a delirar ainda mais, já que eu amo livros adultos, pois acho eles mais sérios e menos bobos - como aconteceu com Deixe-me entrar, o enredo era muito adolescente e bobinho para mim, mas a Letícia conseguiu se superar de todas as maneiras com esse livro. Desculpem, mas não sou de poupar elogios quando leio um bom livro e Borborema com toda certeza é um bom livro. Bom não, ótimo! Houve vários momentos que me emocionei com Annabel e senti a sua fúria como se aquilo estivesse acontecendo comigo, além de admirar sua personalidade forte. Confesso que alguns momentos eu não conseguiria ser firme igual ela foi em algumas decisões.

Os personagens foram muito bem construídos e apesar de serem muitos cada um tem sua peculiaridade, seus pecados e determinações, isso os tornou mais humanos.

Tecnicamente, sem dar spoilers, o livro gira em torno de Annabel tentando salvar Borborema mesmo que eles estejam praticamente falidos, mas algo envolvendo jogos de azar... um acidente...  assassinatos... bom, deixa as coisas bem mais interessantes, não? ;D


A diagramação do livro é belíssima e casa perfeitamente com o toque simples, mas encantador do livro. Se posso dizer que algo me incomodou no livro foi a choradeira de Annabel, mas para um alma que ficou por tanto tempo perturbada é normal se descontrolar assim, ainda mais vivendo momentos tão tensos. E quando digo, tensos, eles realmente são tensos, aconteceu cada coisa com ela que fiquei boquiaberta!

A capa é linda e acho que pode resumir Annabel chegando em Borborema. Ficou tudo muito perfeito! O livro é único e tem 344 páginas que você irá devorar em um instante se bobear.


Avaliação:
5/5 (favorito)


Título: Borborema
Autora: Letícia Godoy
Editora: Arwen
Número de páginas: 344
Livro único



7 de julho de 2017

[Resenha] A Balança do Destino - Joyce Freitas
julho 07, 2017 10 Comentários

Olá, Geeks! Como estão?
Hoje trago a resenha de um livro super fofo chamado A Balança do Destino, da escritora Joyce Freitas.


O livro começa quando Lúcifer (sim, o rei do inferno) sente uma forte atração por uma moça chamada Mary e os dois acabam se envolvendo mas, depois de um tempo, eles tem uma surpresa: Mary engravida, o que desperta a ira de Lúcifer, pois ele não pode ter filhos. Então, acreditando que foi traído, começa a fazer de tudo para que ela perca esse bebê. Em uma dessas tentativas, Mary, ganha a criança e o rei das trevas não consegue evitar a conexão imediata com ela depois de ver que a pequena possui um olho rosa (por conta de sua mãe ser filha de um serafim, apesar dela não saber) e outro negro (por conta de Lúcifer). Assim, ele manda um de seus criados, Dimitri, comprar tudo do bom e do melhor para elas, pois infelizmente não poderá participar de suas vidas. Dimitri também fica encarregado por cuidar das duas já que os dois são bem próximos.


Anos mais tarde, Angel, nossa protagonista, torna-se uma garota extrovertida, bondosa e muito apegada a mãe, uma sempre fazendo de tudo pela outra. Em um belo dia, Angel nota que está sendo perseguida por um belo homem, mas ignora nas primeiras vezes até que torna a vê-lo. Assim, ela acaba indo tirar satisfações e o esse homem (Dimitri) tem uma surpresa, pois acreditava estar invisível para ela (ri muito nessa hora) e é quando acaba sem querer falando o que não deveria: Angel é a balança do destino e várias criaturas malignas querem a matar. A partir desse momento nossa protagonista encara uma jornada de autodescoberta e começa a enfrentar situações cada vez mais perigosas, que podem ferir tanto a si mesma quanto as pessoas que ama.

Como se não bastasse toda essa confusão, Angel acaba sentindo mais do que amizade por Dimitri, mas tudo se complica quando ela conhece Derek, um misterioso vampiro que acaba dividindo seu coração.



O que falar sobre esse livro maravilhoso? Foi uma grande surpresa para mim fazer parceria com a autora, pois conheci a obra antes disso e queria muito ler! A trama é super engraçada, nos proporcionando momentos hilários entre Angel e Dimitri, que tem uma relação super fofa, porém, também não tem como amar Derek e estou meio que shippando ela com os dois, haha. 

Outra coisa super bacana no livro é que a protagonista pode se transformar em qualquer ser que desejar: vampiro, fada, etc; e achei a ideia bem original, pois ainda não li nada parecido.

A história é narrada por Angel, Derik e Dimitri, então podemos sabemos tudo o que se passa na cabeça dos três, inclusive, saber o que Derik e Dimitri pensam um do outro, pois já que os dois estão apaixonados por Angel, acaba tendo aquela rivalidade, mas de uma maneira muito divertida e acaba sendo bem legal acompanhar esse triângulo amoroso.

A diagramação do livro é bem delicada e todos os capítulos vem com uma frase, as folhas são amareladas, o que facilita a leitura e não encontrei erros no texto.

A escrita também é muito boa, a autora não se apega muitos aos detalhes e descreve as cenas o suficiente, fazendo a leitura fluir de maneira leve. Terminei o livro em dois dias e já queria mais. É uma leitura para qualquer hora, pois prende do começo ao fim. 

A Balana do Destino é o primeiro volume da série The Balance e nos traz uma história divertida que consegue nos mostrar o quanto podemos ser fortes quando necessário. 

Avaliação

Título: A Balança do Destino
Autora: Joyce Freitas
Número de páginas: 208
Ano: 2016

30 de junho de 2017

[Resenha] Nicholas Sparks- Dois a Dois
junho 30, 2017 12 Comentários

Olá, Geeks! Como estão?
Hoje trago a resenha de Dois a Dois, do escritor Nicholas Sparks. Espero que gostem.

Nicholas Sparks é um dos meus escritores favoritos, o que não é nenhuma novidade para quem me conhece, mas isso também se deve ao fato de Nicholas ter me feito entrar no mundo literário, mais precisamente com o livro O Melhor de Mim. Desde então, li freneticamente a maioria de seus romances e sempre levando um aprendizado ou frase comigo ao finalizar suas obras.

Porém, houve uma época em que acabei tendo uma relação de ódio e amor com Sparks (assim como muitos) e me afastei do escritor, o que felizmente mudou há um tempo atrás. Quando a Editora Arqueiro nos enviou o catálogo e vi seu mais recente lançamento, Dois a Dois, tudo o que pensei foi: "Por que não? Já faz tanto tempo." e assim, solicitei o livro. E não é que tive uma bela surpresa?


No início do livro Russel Green, um homem que trabalha em uma grande empresa de publicidade chamada Grupo Peters,  tem uma bela esposa, uma ótima casa... enfim, ele tem a vida que qualquer um sonharia ter. Tem a vida perfeita... ou pelo menos era isso que Russ pensava.

Nas primeiras páginas ele começa narrando o grande dia em que virou pai e, pasmem, é uma das partes mais engraçadas do livro! O motivo? Bem, ao ver sua mulher, Vivian, em trabalho de parto ele simplesmente vai tomar banho, pois não quer estar horrível nas fotos de um dia tão memorável. Claro, sua esposa fica uma fera com isso.


"Segurei a mão dela e tentei ajudá-la a manter o ritmo da respiração enquanto ela novamente emitia opiniões agressivas sobre mim e sobre onde eu poderia enfiar a porcaria da respiração até o anestesista chegar para aplicar o peridural."

"Vivian fez força durante três contrações. Na terceira, o médico começou a girar os pulsos e as mãos feito um mágico que tira um coelho da cartola, e quando eu percebi tinha virado pai.
Simples assim."

Quando London nasce, tudo o que Russ consegue pensar é no quanto ela é linda e no quanto já amava a pequena de todo o coração e é algo lindo, uma das cenas que mais gostei em todo o livro. 

"Embora todos os pais pensem a mesma coisa dos filhos recém-nascidos, a verdade é que só pode haver uma criança que seja de fato a mais linda em toda a história do mundo, e parte de mim achava inacreditável que as outras pessoas naquele hospital não estivessem passando no nosso quarto para se extasiar diante da minha filha".

Ainda no comecinho, descobrimos que a família de Russ e Vivian não se dão muito bem, apenas mantem conversas superficiais quando se veem e mal frequentam a casa um do outro e por empolgação ao apresentar a filha aos pais, Russ nos faz dar boas risadas com um pensamento sobre a filha nada convencional. 

"Dizem que todos os bebês nascem com cara de Winston Churchill ou de Mahatma Gandhi, mas por causa da anemia que dava ao rosto da minha filha uma palidez acinzentada, meu primeiro pensamento foi que ela se parecia com o Yoda, sem as orelhas pontudas, claro. Uma Yoda linda, entendam bem, uma Yoda linda de morrer, uma Yoda tão milagrosa que, quando segurou meu dedo, meu coração quase explodiu. Meus pais chegaram poucos minutos depois, e eu, de tão nervoso e empolgado, fui recebê-los no corredor e disse as primeiras palavras que vieram à mente.
 _ Nosso bebê é cinza!"

Vivian acabou me surpreendo já no começo também ao dizer que vai parar de trabalhar para ficar em casa com a filha, atitude que entendo, porém, ela deveria se dar por conta de que deveria ajudar o marido com as despesas de casa, já que seriam três pessoas agora e não duas. Russ fica um pouco inquieto, mas acaba concordando. Com isso, nosso protagonista acaba passando mais tempo no trabalho e menos tempo com a família. Assim, durante 6 anos eles vivem até que Russ perde o emprego. O motivo acaba sendo bem anti-ético, na verdade, mas prefiro não falar para não dar spoiler e acredito que a partir daí as coisas tenham começado a dar errado. 

Vivian não aceita o fato das coisas estarem diferentes e acaba gastando sempre mais e mais com coisas fúteis, passando a maior parte do tempo em shoppings e Russ até tenta ignorar isso, mas tudo piora quando ele decide abrir a própria agência. A mulher não o apoia e passa a gastar mais com roupas, cortes de cabelo e brinquedos para London e tudo o que diz é "você sabe que não gosto de falar de dinheiro", até que um dia ela diz que conseguiu um novo emprego de assessora de uma grande empresa e isso acaba sendo um empecilho para Russ já que, para a esposa, ele não está fazendo nada de mais (mesmo que esteja dando duro para conseguir um cliente) e ele passa a ter que levar London em todas as suas atividades e em um dia encontra uma pessoa que em seu passado foi uma das melhores coisas que já aconteceu. 

Nesse momento nosso protagonista começa a se dar por conta do quanto não conhecia a filha e podemos notar que uma conexão entre ambos vai se estabelecendo, porém, ao mesmo tempo em que vai se tornando um pai de verdade, seu casamento vai desmoronando com o humor oscilante de Vivian, que em muitas vezes se mostra incapaz de ouvir o marido, porém, ele acredita que ainda pode salvar seu casamento e tenta isso de todas as maneiras possíveis.

"E é isso. Quando você começa a tentar entender o que deu errado ou, mais especificamente, onde você errou é mais ou menos como descascar uma cebola. Há sempre outra camada, outro erro do passado ou uma lembrança dolorosa que surge e então conduz ainda mais para o passado, e ainda mais, em busca da verdade infinita. Cheguei ao ponto em que parei de tentar entender: agora, a única coisa que de fato importa é aprender o suficiente para evitar repetir os mesmos erros".

Ao longo da história somos apresentados a vários fatos importantes que aconteceram na vida dos personagens, alguns bem divertidos, como o momento em que Russel conhece Vivian:

"_ É você
 _ Como?
 _ É em você que os artistas da Disney pensam quando desenham os olhos das princesas.
 Sofrível, reconheço. Forçado, cafona até, e durante aquele silêncio embaraçoso eu entendi que tinha estragado tudo. Mas o que aconteceu foi o seguinte: ela riu."

Também somos apresentados há alguns desamores que Russ acreditava que seriam para o resto da vida, mas há aquele quê de humor:

"Mas a diferença entre mim e os outros meninos era que eu sabia exatamente o que fazer, eles não. Eu iria conquistá-la e, embora não fosse Richard Gere com seus jatinhos particulares e colares de diamante, tinha uma bicicleta e havia aprendido a fazer pulseiras de macramê, com contas de madeira e tudo".

E momentos bad, que preciso concordar:

"Não era fácil ser o cara perfeito para outra pessoa. Muitas vezes eu acabava com o coração partido e não conseguia entender por que as mulheres diziam querer determinadas qualidades em um homem, como romantismo e gentileza, interesse e capacidade de escutar, mas não valorizavam quando essas coisas lhes eram de fato oferecidas."



Outra coisa que gostei bastante no livro: Marge, irmã de Russel, é homossexual. Fiquei feliz e ao mesmo tempo surpresa, pois é a primeira vez que Nicholas Sparks tem uma personagem da comunidade LGBT. Também gostei muito da personalidade dela, fala o que pensa e sempre ajuda Russ quando ele precisa, então a relação dos dois é bem cabana.

Liss, namorada de Marge, também é incrível. Trabalha como psicóloga e, por incrível que pareça, se dá bem (ok, não muito) com Vivian. Sempre tenta ser neutra nas conversas, não puxando nada para o lado profissional e acho que essa é qualidade sua bem marcante. 

Vivian, bom... o que posso dizer? É uma das personagens mais terríveis que Nicholas já criou, com certeza! Impulsiva, não ouve, gasta dinheiro à toa... sem falar nas vezes em que ela tenta jogar a culpa em Russ, quando claramente não é. Também é competitiva, fazendo London acreditar que muitas coisas são culpa do pai e querendo ter a atenção da filha totalmente para si, deixando o marido de lado. Gente, ele é terrível!

London, é uma personagem que gostei muito. Doce, inteligente e mostra também muito amor pelo pai no decorrer da história. A única coisa que não gostei, mas que não tem muito a ver com ela, é que Vivian coloca London em tudo que é tipo de atividade. Aula de arte, piano, balé, tênis... enfim, achei ruim, pois ela ainda é muito nova e essas coisas acabam fazendo com que ela não aproveite a infância. 

Russell é um personagem que transborda amor. Um ótimo pai, marido, filho e irmão, se mostra disposto a fazer o que for preciso para salvar o casamento, mesmo sendo decepcionado tantos vezes. A única coisa que não gostei foi o fato dele realmente achar que as coisas ruins são sua culpa, sendo que ele se esforça ao máximo para dar o melhor para sua família. 

Lembrando que o livro é narrado por Russell e há capítulos alternados entre o passado e presente, mostrando como cada ação levou a uma reação e é muito bacana acompanhar isso. Outra coisa importante, o livro tem um final feliz, mas tem uma coisa que me deixou bem triste (não posso falar, rs), mas preparem seus lencinhos.

No geral, Nicholas Sparks me surpreendeu. O livro é bem diferente dos outros já lançados por ele e confesso que eu não esperava isso. Achei a escrita também um pouco diferente dos livros que já li dele, é como se estivesse mais madura e achei maravilhosa essa mudança. É uma história real, ela realmente te toca e estou muito feliz por ter tido a oportunidade de ler esse livro. Considero um dos melhores já lançados por ele.

Dois a dois é um livro que fala sobre família, companheirismo e mostra a luta de um homem para salvar seu casamento, além de mostrar o amor paterno de uma maneira incrível, é um pai conhecendo sua filha. 

Avaliação
Título: Dois a Dois
Autor: Nicholas Sparks
Número de páginas: 512
Ano: 2017


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