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20 de agosto de 2017

[Resenha] Meus dias com você - Clare Swatman
agosto 20, 20170 Comentários

Olá pessoas!

Hoje trago a vocês a resenha do romance Meus dias com você, da autora Clare Swatman, recebido em parceria com a Editora Arqueiro. Venha conferir a resenha de um livro que vai te causar diferentes emoções e te levar do riso às lágrimas.



Aqui somos introduzidos a Zoe e Ed, um casal com o casamento em crise, que vivem constantemente num clima de tensão, principalmente por estarem passando por muitos problemas relacionados à tentativa de ter um bebê. Numa manhã como qualquer outra o casal tem um discussão sobre algo fútil e vão cada um para o próprio trabalho meio brigados.

O que Zoe não esperava é que seu marido Ed acaba se envolvendo em um acidente ano caminho e morrendo. Totalmente desamparada e infeliz, Zoe se arrepende de não ter demonstrado seus verdadeiros sentimentos ao marido, ou sequer se despedido dele da maneira apropriada.




Dois meses depois, ainda arrasada, sem conseguir tocar sua vida, Zoe está cuidando do jardim do falecido marido e acaba caindo e desmaiando. Para sua surpresa, no entanto, Zoe acaba acordando em 1993, com 18 anos, no dia em que viu Ed pela primeira vez. Muito embasbacada com a situação e sem saber muito bem se está sonhando, delirando, ou se aquilo de fato está acontecendo, a moça passa a reviver momentos importantes de sua relação com o marido, percebendo a possibilidade de fazer as coisas de forma diferente, tentando salvar seu casamento ou até mesmo a vida de seu amado.

A narração da Clare é em primeira pessoa, o que nos faz sentir dentro da pele da personagem principal. As descrições minuciosas da autora são bem interessantes desse ponto de vista, pois é como se conseguíssemos acompanhar as sensações da Zoe, como quando ela volta ao seu corpo de 18 anos pela primeira vez, vinte anos no passado. Por outro lado, o desenvolvimento dessa personagem acaba sendo muito mais explorado do que o das outras personagens, mas não prejudica o retrato de Ed por exemplo, apesar de acabar produzindo um olhar bastante idealizado. Talvez se tivéssemos conhecido o Ed da forma que a personagem o conhece da primeira vez isto seria diferente, pois ao reviver esses dias fatídicos da sua vida, Zoe está num movimento de consertar as coisas e valorizar aquilo que perdeu.

Como eu já sinalizei, a escrita da Clare é bem bacana, bem fluída, deu pra ler o livro relativamente rápido, mais ou menos uma semana e meia, considerando que ele tem 280 páginas. Não foi a leitura mais rápida do mundo, mas foi tranquilo e agradável. A edição está bem feita, encontrei apenas um errinho em uma palavra, e tem uma hora que a autora/revisores erram o cálculo da idade da Zoe, mas nada demais, de modo geral o resultado final é bem satisfatório. As páginas são amareladas e a letra é de um tamanho médio, o que é ótimo pois a leitura não incomoda os olhos.



A história te faz rir às vezes e chorar às vezes (se você for uma pessoa mais sensível, como eu), mas ela peca um pouco ao ser repetitiva em alguns momentos, especialmente quando a autora descreve as reminiscências da personagem resumidamente e logo em seguida ela revive o momento, mudando poucos detalhes, ou ao final dos dias revividos, quando a personagem descreve os mesmos desejos ou os mesmos sentimentos ao rever o marido, de novo e de novo. Em função disso eu às vezes ficava com preguicinha de continuar a leitura, diferente do livro que resenhei semana passada (A Grande Ilusão) que não dá vontade de largar hora nenhuma.

Mas de modo geral a leitura ainda vale bastante a pena, especialmente se você é fã desse gênero  mais romance/drama/comédia. Não é muito o tipo de livro que costumo ler, embora já tenha lido outros mais ou menos na mesma linha, ainda assim eu gostei, não amei, mas foi algo divertido e fiquei até comovida em alguns momentos (embora eu seja facilmente comovida).

Então fica aí a recomendação, com algumas ressalvas, e caso tenham lido ou venham a ler, vocês me contam o que acharam depois nos comentários.


Avaliação 3,5/5

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Título: Meus dias com você
Autora: Clare Swatman
Número de páginas: 280
Editora: Editora Arqueiro
Ano: 2017



2 de agosto de 2017

[Resenha] A Grande Ilusão – Harlan Coben
agosto 02, 20170 Comentários






E aí, geeks?

Eu estive sumida por um tempo, final de semestre tava meio impossível de ler ou escrever qualquer coisa que não fosse da faculdade, mas agora vai dar para colocar as coisas em dia. Hoje trago a resenha do livro A Grande Ilusão, do autor Harlan Coben, e-book recebido em parceria com a Editora Arqueiro.


Para quem já conhece o Coben, sabe que os livros dele em geral fazem parte do gênero “mistério” geralmente envolvendo um crime ou uma morte suspeita que é desenrolada ao longo da história. Desta vez, não é diferente, mas o livro traz uma trama bacana, com uma pegada interessante, que eu gostei bastante, embora eu só tenha lido o “Não conte a ninguém”, do mesmo autor (a qualquer momento terá resenha dele aqui no blog).

Então, talvez, se ele sempre repetir essa mesma receita, algumas pessoas que já tenham lido mais livros do Harlan podem achar este um pouco repetitivo. Mas enfim, vamos a sinopse:

No ínicio da história já nos damos de cara com um enterro, o que deixa tudo mais intrigante. John e Maya foram atacados por três bandidos, John foi baleado, mas nada sério aconteceu com Maya. Viúva com uma filha pequena, poderíamos pensar que Maya estaria totalmente indefesa, mas felizmente ela é uma militar afastada, e está armada até os dentes (kkkk). Além disso, ainda tem um amigo militar para ajudá-la.



Logo após o enterro, Maya ganha de uma amiga um porta-retratos digital que contém uma camêra, para que ela possa observar sua filha com a babá da família do marido enquanto trabalha (ou faz outras coisas). Tudo indo bem, a babá parece até boa demais, sempre sorrido como se soubesse que está sendo observada. Até que...

Num dia normal de verificação da câmera oculta, Maya vê seu falecido marido pegar sua filha no colo no sofá e brincar com ela. Começando a ter um pequeno surto, Maya começa a avaliar as possibilidades e investigar mais a fundo o que pode ter acontecido. Será que seu marido não morreu? Como, se ela também estava lá a ouviu os disparos? Onde ele está?

Quanto mais a história avança, mais nos percebemos emaranhados nos segredos da família rica de John, sem saber em quem acreditar.

O enredo é bem convincente, os detalhes se encaixam e o autor não deixa pontas soltas. Algumas situações que são descritas parecem um pouco confusas de início, mas tudo passa gradualmente a fazer sentido. Eu devorei esse livro muito rápido, segundo o aplicativo da Kobo (que é muito bom), eu levei 7,7 horas para lê-lo, durante uns 3 dias, ou seja, rapidão.

Eu pelo menos não conseguia largar, a não ser para questões de sobrevivência, tipo alimentação e sono. A Maya é uma personagem incrivelmente bem desenvolvida e você entende os passos dela, os problemas, as crises, tudo faz sentido com sua história e sua personalidade. Ela também é meio xeróque rolmis, pra quem gosta do estilo, o que eu acho bem bacana.

O fato do narrador ser em terceira pessoa é a grande sacada da história, e é um narrador onisciente, o que nos aproxima muito da personagem principal, sabemos como ela se sente e o que ela pensa, e ao mesmo tempo nos distancia, já que não é um narrador-personagem. Isso é interessante e é essencial para a construção da história, nada faria sentido se o narrador fosse em primeira pessoa, mas você vai entender isso melhor quando você fizer a sua leitura. A edição é simples e limpa, bem consonante com a atmosfera da narrativa. Não encontrei nenhum problema na leitura, tudo nos conformes, como eu já esperava.

O livro é bem para diversão mesmo. Sem grandes reflexões existenciais é claro. Sem um grande universo construído especialmente para a história. Mas uma boa narrativa, sem dúvida. Uma boa pedida para você que está querendo uma leitura para passar tempo no fim das férias, ou para aquele momento a noite depois do jantar e do trabalho, que vai te tirar das preocupações cotidianas.

Enfim, tá recomendado, acho que vai ser uma experiência agradável para quem quiser se arriscar no meu conselho. Uma boa leitura para quem ler e espero que tenham gostado da resenha!

Avaliação
4/5


Título: A Grande Ilusão
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Número de páginas: 304
Livro único

11 de junho de 2017

[Primeiras Impressões] Pátria Chamada Amor - Marcia Rubim
junho 11, 2017 6 Comentários





Oi gente (: 
Hoje estou aqui para falar as minhas primeiras impressões do romance Pátria Chamada Amor da autora Marcia Rubim. Vamos conferir!


Bom, quando eu recebi a proposta de fazer a leitura dos primeiros cinco capítulos desse livro eu confesso que eu não estava lá muito animada para ler. No meio do turbilhão de coisas que eu estava fazendo, eu na verdade pensei em desistir antes mesmo de começar. Mas fico feliz de não ter feito isso.

Eu comecei a ler sem muita expectativa, só ia dar uma olhada nas primeiras páginas. E quando dei por mim tinha terminado os primeiros cinco capítulos que eu tinha e fiquei chateada por ter acabado. A história é simples, por enquanto. Temos um prólogo com poucos detalhes sobre alguém em uma missão no Haiti. Logo em seguida, no primeiro capítulo, há um corte de cena e voltamos dois anos no passado, com o personagem Christiano, um militar, que é obrigado por seus amigos a ir em uma balada no Rio. Lá ele conhece Nina, uma moça intrigante que ele tinha visto de soslaio mais cedo enquanto dirigia num engarrafamento na cidade.

As coisas começam a ficar estranhas, pois o cara fica muito afetado por ela, muito rápido, o que o leva a fazer coisas que ele normalmente não faria, tipo perseguir a garota por ai. Mas ele acaba confundindo ela com uma prostituta e saindo muito mal na fita. Tentando fazer as pazes, ele vai atrás de Nina, no lugar onde a havia visto antes na rua. De alguma forma, apesar das trapalhadas desse sujeito, que, diga-se de passagem, são muitas, a Nina fica interessada nele, pois no fundo o cara está se esforçando para demonstrar que gosta dela. 

Nesses cinco capítulos, acompanhamos as idas e vindas iniciais do relacionamento dos dois, ou melhor, as mancadas do Christiano e as tentativas dele de consertá-las. Em meio a isso tudo, conhecemos mais sobre a personagem de Nina, mas há algo errado com ela. Ela esconde algo, do nada deixando de responder mensagens e não querendo encontrar o capitão. Ela vive chorando e sabemos que tem algum problema em relação a família e estamos prestes a descobrir alguma coisa quando BAAM, acaba o quinto capítulo. 

Eu fiquei muito ansiosa para saber o que vem a seguir, apesar de eu ter minhas suspeitas. A autora cria um suspense interessante em relação aos segredos de Nina, o que te prende a atenção. Além disso, a escrita dela de forma geral é envolvente, com uma descrição bacana e simples dos personagens, sem ser superficial, sendo que temos um retrato claro de quem são nossos protagonistas logo nas primeiras páginas. O recurso da narrativa em primeira pessoa tanto para Nina, quanto para Christiano, revezando a cada capítulo, ajuda na construção do enredo e da personalidade deles nesse sentido.

Eu particularmente não gosto do Christiano, do personagem em si, acho ele pouco atraente e meio machista, mas me parece que essa caracterização é o objetivo da autora, e, portanto, muito bem feita, e tenho a expectativa de que isso vá servir de substrato para alguma transformação do personagem ao longo da história.  

A diagramação também é simples, mas bonita, e não encontrei nenhum erro de redação ao longo do texto. Acho que o estilo tanto do acabamento gráfico quanto da narrativa confluem de forma harmoniosa para a construção da obra, produzindo um exemplar que vale a pena ser lido. Aqui no blog somos grandes apoiadores da literatura nacional, e acho que a empreitada da Marcia é uma leitura que deve estar na sua agenda!

Avaliação


Pátria Chamada Amor


Autora: Marcia Rubim
Número de Páginas: 627
Ano: 2017

2 de junho de 2017

[Resenha] Harry Potter e a Pedra Filosofal - J. K. Rowling
junho 02, 2017 22 Comentários

Olá, pessoas! Tudo bem?

Nesse post trago para vocês a resenha de um livro que para mim dispensa apresentações! Esse bruxinho vem encantando milhões de pessoas, fazendo parte da nossa infância, adolescência e, claro, vida adulta também. Para os que não conhecem, venham mergulhar nesse maravilhoso universo da nossa amada J. K. Rowling. Aos que já conhecem, eu trago também imagens da lindíssima edição ilustrada que a editora Rocco publicou no ano passado, porque o que é muito bom a gente relembra com estilo!


No primeiro capítulo somos apresentados a Harry Potter, o menino que sobreviveu, embora ainda não saibamos muito bem a quê. Apenas um bebê com uma grande cicatriz na testa, foi deixado acompanhado apenas de uma carta à porta de uma casa, na Rua dos Alfeneiros, nº 4, por pessoas vestindo roupas estranhas, com capas largas.


O garoto, “acolhido” pelos tios Walter e Petúnia Dursley, cresce em meio a uma família que não gosta dele, vivendo num armário de vassouras embaixo da escada. Até onde sabe, seus pais morreram em um acidente de carro e agora está condenado a viver na Rua dos Alfeneiros, sabe-se lá até quando. Além disso, ainda tem que aturar o chato do primo Duda, queridinho dos tios, que é um garoto gorducho e petulante e vive zombando de Harry.



Como se isso não fosse o bastante, perto de seu aniversário de 11 anos Harry começa a perceber uns acontecimentos estranhos. Quando ele está com muita raiva, ou com muita vontade de fazer alguma coisa, algo inexplicável acontece e os Dursley sempre acabam pondo a culpa nele por algum motivo que não entende. E do nada, Harry começa a receber cartas, dezenas, centenas, talvez milhares delas, sendo que nunca ninguém havia tentado se comunicar com ele antes! E é claro que até nisso os Dursley têm que meter o narizão onde não foram chamados...



Harry é impedido de ler suas cartas, até que um visitante muito estranho e grandalhão, chamado Hagrid, chega para garantir que a carta seja entregue pessoalmente.




Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts 
                                             Diretor: Alvo Dumbledore                                                         (Ordem de Merlim, Primeira Classe, Grande Feiticeiro, Bruxo Chefe, Cacique Supremo, Confederação Internacional de Bruxos) 
                Prezado Sr. Potter,
                Temos o prazer de informar que V. Sa. tem uma vaga na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Estamos anexando uma lista de livros e equipamentos necessários.
                O ano letivo começa em 1º de setembro. Aguardamos a sua coruja até 31 de julho, no mais tardar.
Atenciosamente,
Minerva McGonagall                                                                                                 Diretora Substituta

Após ter passado toda a vida achando que era apenas um garoto normal muito azarado, Harry fica embasbacado com a notícia de que, ao que tudo indica, ele é um bruxo! Além de conseguir fugir da casa dos Dursley para uma Escola de Magia (*0*), pelo menos durante o período letivo, agora tem ainda a oportunidade de saber mais sobre os seus corajosos pais e a tragédia que levou a morte deles.


Harry mal sabe as maravilhosas e perigosas aventuras que o aguardam, ao lado de seus novos amigos bruxos Rony e Hermione, que conhece no trem a caminho de Hogwarts. 

Em respeito aos que ainda não leram e não conhecem os filmes, eu paro por aqui na sinopse. Quem já viu os filmes sabe de algumas peripécias desses bruxinhos, mas ainda assim, recomendo a leitura do livro, é uma outra experiência estar em contato direto com a narrativa da J.K., que é incrível. Eu digo isso porque vi os filmes um zilhão de vezes da infância à vida adulta e só recentemente fui ler os livros. E posso dizer que a leitura compensa muito, é mais rica em detalhes e as personagens são muito, mas muito bem construídas. Conforme você vai lendo as sequências, você vai notando pontos de encontro e conexões incríveis que a autora faz entre os livros, como pequenas surpresinhas para encantar o leitor, que tornam a leitura ainda mais mágica. 


Claro que nada agrada todo mundo, mas eu honestamente não tenho nada a reclamar. Se na minha outra resenha do The Kiss of Deception (que você pode conferir aqui no blog) eu disse que gostei da ambientação, aqui isso é mil vezes mais verdadeiro e genuíno. Acho a história ótima, o universo construído ao longo da série é extremamente complexo e o primeiro livro cumpre seu papel ao ser uma excelente introdução a tudo isso. A história de cada personagem vai se entrelaçando e tecendo uma narrativa para lá de fantástica e mágica, com diferentes tipos de criaturas, poções, feitiços, lugares incríveis, intrigas e etc, tudo descrito com muito profundidade e beleza. Eu fico de cabelo em pé com a J. K. Rowling. Sabe-se lá de onde é que vem tanta criatividade, se eu tivesse um terço disso eu já seria bem felizinha. 


E ainda tem essa edição maravilhosa da Rocco que vale muito a pena para quem vai começar a ler ou para quem já é muito fã e quer colecionar os livros com as ilustrações belíssimas (como podem ver ao longo do post) do Jim Kay, que tornam a imersão na história ainda mais emocionante. 




Eu estou no quinto livro da série agora, e conforme for lendo vou trazendo mais resenhas para vocês. Sou meio suspeita falando sobre isso, mas eu recomendo tudo que tenha a ver com esse universo. Os filmes, os livros, o novo longa Animais Fantásticos e Onde Habitam, e qualquer outra coisa que a J.K. apoie ou escreva provavelmente deve ser bom também, apesar de eu não conhecer tudo que ela produziu. 


Minha avaliação vai ser máxima, o que para mim não poderia ser diferente, mas como a expectativa muito alta com base na opinião dos outros pode atrapalhar as vezes, mergulhe nessa leitura como se nunca tivesse ouvido nada sobre ela e deixe a obra falar por ela mesma. E independente de você gostar ou não, depois disso, acho que já vai ter sido válido o fato de você ter tido um contato genuíno com a narrativa. 



Avaliação:
 

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Título: Harry Potter e a Pedra Filosofal
Autora: J. K. Rowling
Número de páginas: 246

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23 de maio de 2017

[Resenha] The Kiss Of Deception - Mary E. Pearson
maio 23, 2017 38 Comentários


Olá gente, aqui é a Ana, resenhista caloura no blog!
Hoje trago para vocês um livro para relaxar no tempo livre. The Kiss of Deception é o primeiro livro das Crônicas de amor e ódio da escritora Mary E. Pearson. Primeiro detalhe fundamental e que já conta pontos para o livro é ele ser publicado pela editora DarkSide, que está ficando famosa pela excelência editorial e pelas maravilhosas capas e acabamentos gráficos. Além disso os livros deles ainda costumam vir com mimos!

Venham ver essa belezinha!



Este livro veio com um pôster e um marcador maravilhosos, sendo que o pôster tem a capa na frente e, no verso, o mapa dos reinos fictícios onde se passa a história. 



Outro detalhe importante que eu lembro a vocês é que esta história faz parte da coleção Darklove, então não espere nada de terror, apesar de ser comum do perfil da editora. Mas de resto tem quase tudo: aventura, romance, mistério, fantasia e ainda é uma história de época, o que eu adoro!
Agora, vamos ao enredo!

Aquele era o dia em que mil sonhos morreriam e um único sonho nasceria.

Essa é a frase inicial do livro. A partir disso, somos apresentados a um novo mundo, com uma cultura cuidadosamente desenhada pela autora, que inclui desde mitos de criação e profecias a costumes e tradições dos povos dos diferentes reinos. Nossa personagem principal é Lia, a Primeira Filha do Reino de Morrighan e já de início somos introduzidos ao conflito da narrativa, que é o motor de toda a história daí em diante. Lia está sendo obrigada a se casar com um príncipe que nunca viu na vida, para satisfazer a vontade de seu pai, que pretende usar o casamento como uma aliança política com o reino de Dalbreck. 


Absolutamente contra casamentos arranjados (e com muito medo do príncipe ser um sapo velho), Lia abre mão de todas as regalias da vida de realeza e, junto de sua dama de companhia Pauline, planeja uma fuga poucas horas antes do casamento. As duas viajam sozinhas por um local perigoso e levando o mínimo possível rumo a Terravin, onde Pauline tinha uma tia, dona de uma estalagem, que poderia recebê-las. 

Só que o que Lia não sabe é que ela mexeu com o orgulho do príncipe e este também saiu em uma jornada a sua procura, logo após a notícia de sua fuga chegar a Dalbreck. 


Ao mesmo tempo, no reino de Venda, o governante Komizar descobre que princesa do reino inimigo está desprotegida, na companhia apenas de uma dama de honra. Considerando que uma aliança entre os reinos de Morrighan e Dalbreck seria extremamente prejudicial para os seus planos, ele envia um assassino para executá-la, para impedir definitivamente que esta união aconteça. Mas há algo mais...

Uma profecia diz que as primeiras filhas são herdeiras de um dom especial, uma espécie de intuição ou presságio que as permitem saber dos eventos antes que eles de fato aconteçam. Mas nem mesmo Lia acredita que tenha tal poder e o rei de Venda apenas teme que este dom amedronte o seu povo. 

Assim, dois homens chegam a Terravin e Lia não faz ideia de quem são. E, para deixar tudo mais intrigante, nós também não. Quem é o príncipe e quem é o assassino?
Corram e leiam para saber!



Para mim, a ambientação e a contextualização são os pontos fortes desse livro. Eu fiquei embasbacada com o universo construído pela autora. Os detalhes se encaixam muito bem, o que dá muito pano para a manga para as continuações (para as quais estou muito ansiosa). Além disso, a própria descrição dos cenários, incluindo os mapas, é bem interessante e serve de suporte para o enredo.

A escrita da autora é muito fluída, tanto que se você tiver um tempinho livre (e se interessar tanto quanto eu) não vai conseguir parar de ler enquanto não acabar. A história é narrada de diferentes pontos de vista, o que dá uma flexibilidade e dinamicidade para o enredo e você consegue ter acesso a aspectos que seriam ocultos se fosse um único narrador. 

A única coisa que para mim não foi tão bacana foi a construção das personagens. Não é que foi ruim – na verdade longe disso –, mas em comparação com o nível de investimento da autora no pano de fundo, eu achei que deixou um pouquinho a desejar. Os agentes principais não são muito complexos, mas ainda há certo detalhamento sobre a personalidade deles e sua história. Mas a trama dá menos subsídios para a caracterização, por exemplo, da personagem da Pauline, mesmo que ela seja uma coadjuvante muito presente ao longo do livro. Mas nada que prejudique a obra, continua muito bom!

Enfim, fica aqui a minha recomendação, acho que é uma leitura muito gostosa e muito bacana, especialmente se você gosta de uma aventura com uma pitadinha de romance. Se derem uma chance, acredito que, como eu, vocês vão gostar e ficarão ansiosos pela continuação!


Avaliação:



Título: The Kiss of Deception
Autora: Mary E. Pearson
Número de páginas: 409


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